A pausa aconteceu no último dia 8

Foi anunciado no último sábado (12) a retomada geral dos testes da vacina AZD1222, do laboratório AstraZeneca em Oxford.

O período de testes havia sido pausado globalmente no último dia 8 por conta de uma suspeita de reação adversa.

Uma das voluntárias apresentou mielite transversa. No entanto, após diversas análises os cientistas informaram não encontrar uma relação de causa e efeito entre a fórmula da vacina e os sintomas da paciente.

Produzida por meio de um vetor viral, a vacina de Oxford é a que está há mais tempo na Fase 3 dos testes em humanos, já que teve início em abril.

A fase 3 é um ensaio em larga escala utilizando milhares de indivíduos. Por meio dela é possível prover mais segurança de eficácia para grandes populações.

A durabilidade e a possibilidade de efeitos adversos também devem ser filtradas durante esta fase. Após todas essas constatações é possível realizar um registro sanitário.

Após o recebimento das informações oficiais do governo britânico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por autorizar os estudos clínicos de vacinas no Brasil, aprovou o recomeço dos testes.

Além da vacina de Oxford, a CoronaVac da Sinovac Biontech e outra sem o nome divulgado, das farmacêuticas Pfizer e BioNTech, ambas da China, também estão sendo testadas aqui no Brasil.

A estimativa é de que a vacina definitiva seja disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde a partir do segundo semestre de 2021.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, atualmente existem nove vacinas na fase 3 de testes em humanos:

  • Ad26 SARS-CoV-2 da Janssen Pharmaceutical Companies e a mRNA 1273 da Moderna/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, ambas dos EUA;
  • BNT162 da BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer dos EUA em parceria com a Alemanha;
  • AZD1222 da Universidade de Oxford/AstraZeneca do Reino Unido;
  • CoronaVac da Sinovac, AD5-nCov do CanSino Biological Inc./Instituto de Biotecnologia de Pequim, ambas da China.
  • O país também possui mais duas vacinas em desenvolvimento, ainda sem nome, mas, uma delas produzida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan/Sinopharm e a outra pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim/Sinopharm;
  • Sputinik V do Instituto de Pesquisa Gamaleya da Rússia.